segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um arquivo para a Cidade

Um arquivo para a Cidade


    É preciso falar sobre arquivo no PIÁ, seja em razão das entradas e saídas dxs artistas-educadorxs ou mesmo pelos vestígios/fenômenos que implicaram, implicam e implicarão decisivamente tudo aquilo que tange as relações entre essxs agentes e as crianças . Para além disso,é preciso pensar o arquivo enquanto uma instância da cidade, afinal, trata-se de um programa realizado para a Cidade.
   Daquilo que me consta enquanto alguém que instaura processos...age/performa, posso me considerar um arquivista vivo da Cidade de São Paulo, uma vez que não me é permitido engavetar processos,todavia, ativá-los e no caso do arquivo...reativá-lo. Por sorte, não sou único ,uma vez que tantxs outrxs colegas assim também o fazem. O que falta nesse processo é a constituição de uma interface por parte do poder público ,para que esse arquivo seja acolhido e por conseguinte, difundido. O PIÁ não é museu e por conseguinte, não deve se preocupar com acervo, entretanto, um arquivo vivo será sempre bem vindo.
    Nesse ano de 2014, tive a felicidade de captar e editar 15 filmes,centenas de fotos,2 textos (Revista Piápuru e Fórum “Processos Artísticos ,Tempos e Espaços” realizado no CCSP)... a constituição de uma ¹“Fan Page”,além de uma ²plataforma de mapeamento para o PIÁ/Cidade de São Paulo. Posso assegurar que nada teria ocorrido sem o auxílio dxs colegas. Aliás, o mapeamento se presta a difundir um recorte sobre o que faz cada equipe e sobretudo, buscar uma consonância poética entre as ações/discursos que afetam o programa de um modo geral.
    Deter-me perante a entrega de um relato pesquisa/ação ,cujo bojo está debruçado sobre um processo contínuo ,iniciado no primeiro dia de trabalho... circunscreve-se ao mero cumprimento de uma tarefa, como tantos outros textos que escrevi no ano passado para o blog do programa e que infelizmente não foram devidamente analisados/criticados, posto que não obtive qualquer tipo de devolutiva. A ausência de uma devolutiva ,acentua o caráter de invisibilidade do programa e expõe sua fragilidade no que concerne a interface relacional do programa.Contudo, a falta a invisibilidade serve de motivação ao contrário,como no caso da equipe que integrei esse ano (Lia Mandeslberg,Vitor Maia e Juliana Leme),equipe cuja premissa foi baseada em percursos visíveis. Não obstante, a reforma política tão propalada nessas últimas eleições, perpassa também a chave...a lógica que norteia a pesquisa/ação de quem faz a gestão do programa. Portanto,há que se reformar o programa , seu conceito e interface com a Cidade. Dito de outro modo, trabalhamos para o programa dentro de um limite e fora dele por inconformismo,por uma luta pessoal e interpessoal... o que se desdobra em certas amarras ,visto que os limites burocráticos/precários estão sempre por fazer valer sua capacidade de anular a presentificação dos processos dialógicos com a Cidade .
    Para fechar/abrir esse relato, reafirmo aqui a condição de Cidadão para solicitar uma política de arquivo que possa potencializar nossas formas de documentar, para que esses não se percam em nossos HD´s (nossas gavetas virtuais). O PIÁ terá o reconhecimento merecido, quando se fazer merecer em interface, de modo que insisto nessa palavra valiosa, pois sem ela as devolutivas não chegarão a quem colabora com o programa,bem como as demais pessoas que compõem a Cidade de São Paulo.


Rodrigo Munhoz - Artista da Cidade - CEU Guarapiranga
¹https://www.facebook.com/piaguara

²http://www.mapascoletivos.com.br/maps/53cd4d221a4dbf8165e9a6eb/

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